domingo, 26 de junho de 2011

Meus beijos


Meus beijos são seus

Como a lua é do céu

Como as ondas são do mar

Como o perfume é da flor

Como o calor é do sol...

Meus beijos são seus!

Assim como teu coração é meu...


Presta atenção

Para que tanta procura?

Desfaça essa amargura

Estou diante de ti!

Presta atenção

Não tire teus olhos dos meus

Atente para o pulsar do meu coração

Escute!

Meus lábios insistentes

Dizendo a todo instante

Eu te amo imensamente

Olha minha boca

Sedenta a procura da tua

Meu desejo reprimido

Em gestos de amor contido

Por que, não me presta atenção?

Sol e Lua

Uma distancia infinita

Como um abismo sem fim

Muito mais que um oceano

Separa você de mim

Como o sol e a lua

Existimos um para o outro

E sem um toque

Ou beijo

Fartamos-nos deste amor...

Enchemos a casa de filhos

Esquecemos toda dor.

Aos enamorados

Traçamos felicidade

Aos sonhadores

Induzimos ao amor.

Eu cálida, não desfaço dos que amam.

Você, eloqüente anima os apaixonados.

Eu como a lua, amo pelos amantes...

Você, como o sol.

Quente

Forte

Vibrante

Fertiliza a paixão

Mas, nunca perde a razão...

Teu olhar


Esse teu olhar

Quando passo

Segue-me os passos

Percorre meu corpo

E me cora a face...

Esse teu olhar

Que finjo que não vejo

Mas me enche de desejo

E todo dia espero

Que me espere passar...

Esse teu olhar

Que me arrepia os pelos

Quando me desnuda

Faz-me levitar

E mesmo acordada, me faz contigo sonhar.

Esse teu olhar...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nada tenho

Nada tenho de valor

A não ser essa flor

Que cultivei com carinho

Para enfeitar-te o caminho

Nada tenho de valor

A não ser a minha voz

E o meu velho violão

Para com ele cantar-te minha paixão

Nada tenho de valor

Que mereça ser lembrado

A não ser meu coração

Teu eterno apaixonado

Nada tenho de valor

A não ser a minha dor

Causada pela tortura

De te amar sem ser amada...

Meu universo

Este teu olhar

Tem um brilho tão intenso

Um mistério indecifrável

Com frases e reticências

Sânscrita como a mandala...

Tem o poder da mudança

Muda o mal sabe para o bem

Porque o amor, a paz e a alegria.

São feitas da mesma energia

Então para que odiar?

Se quando estou ao teu lado

E fito esses olhos teus

Encantada, esqueço todo o pecado.

Faço de ti meu mundo encantado

O centro do meu universo

Minha fortaleza cósmica

O dragão, meu defensor...

Meu pé de Acácia


Acácia de primavera

Florida toda amarela

Cúmplice, testemunha

Assistiu calada o beijo

Da minha boca roubado

Pelos doces lábios teus...

No verão, acácia minha

Deixava a sombra marcada

De gotas de sol, douradas

Salpicadas pelo chão...

Veio o outono

As folhas todas caíram

Ficastes triste sem flor...

E quando o inverno chegou

Encontrou-te desfolhada

Sem flor, nem fruto, pudera!

Não chegou a primavera...

A próxima estação

Te dará nova beleza

Quanto a mim...

Quem dera?

O meu fim está escrito

Esqueci a primavera

Estéril...

Viverei para sempre

O absoluto inverno.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Loucuras

A minha introspecção

É coisa do coração.

Se não falo

Se me calo

É culpa dessa paixão

Amo...

Como amo

Quem amo

É segredo bem guardado

Só à lua confessado...

Me perguntam se sou louca

Pode ser, acho normal.

Penso que de poeta e louco

Todo romântico, tem um pouco.

Ou vice-versa, quem sabe?

De romântico e poeta

Todo louco tem um pouco.

São reticências

Historias na contra mão...

Giramos em torno da vida

Pólos opostos

Firme atração.

Telepatia?

Talvez...

Loucura!

Muitos dirão.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Meu Jardim

Caminhei por entre flores

Vivi em pleno jardim

Pensando que em minha vida

Somente felicidade

Existiria enfim.

Mas, a vida tem nuances

Cores fortes...

Dor letal

E bem depressa levou

O que eu pensei não ter fim.

Só a lua, piedosa

Na solidão do infinito

De vez em quando aparece...

E pela janela

Quebrando o breu do meu leito

Recobre meu corpo nu

Na palidez do seu véu.

Amanhece...

Recomeço...

Caminhando entre sombras

Do que um dia foi jardim...

domingo, 19 de junho de 2011

A Carta

A carta que eu recebi, falava um pouco de tudo.

Amor que deixou saudade.

Amor que nunca existiu...

Amor, pura fantasia!

Fetiche talvez, quem sabe?

A carta que eu recebi

Falava de muitos beijos.

Da boca nunca beijada...

Beijos doces.

Beijos suaves.

Beijos loucos e apaixonados...

Toque de mãos, arrepios.

Caricias nunca trocada...

Na carta que eu recebi, havia o tempo.

Havia a distancia.

E o medo do recomeço.

A carta que eu recebi...

Por que li?

Por que não respondi?

Atriz


Fecharam-se as cortinas de chita

Do palco pobre...

Acabou-se o espetáculo

Aplaudido pela platéia nobre...

Apagaram-se as luzes

E o silencio mortal

Estendido feito um tapete

Leva-me ao camarim

Onde diante do espelho

A começar pelo cabelo

Começo a transformação

Limpo os lábios carmim

E fixo o meu olhar

Na mascara negra

Que esconde minha legitima feição...

Neste momento me perco

E pergunto quem serei?

Essa que se esconde na mascara

Ou aquela que a mascara esconde...

Traição

Debilitada

Quase sem vida

Avanço até a janela

As mãos tremulas e frias

Bebem as lágrimas amargas

ofuscantes do olhar.

Distante, embaçado, ainda vejo teu vulto...

Chamo.

A voz emudecida prefere silenciar

Teus passos já definiu teu destino

Não vale a pena gritar.

Esquece, diz minha mente.

Ame, diz o coração.

Enquanto o dilema me oprime

Você se vai sem razão

Não sabes que há mentiras...

Sempre te amei!

Nunca houve traição.

Lembranças

Há rumos em nossa vida

Que não devemos seguir

A não ser que se deseje

Só sofrimento e dor...

Mostrastes-me um caminho lindo!

Entre o perfume das flores

Confiei

Deixei levar-me

Não enxerguei os espinhos

Nem reparei nas pegadas, que deixei para voltar!

Veio o vento

Veio a chuva

Noite escura

Temporal...

Perdi-me de tuas mãos

Do meu caminho também

Fiquei só

Não há resgate

Recuso-me a regressar

Estou presa nas lembranças

Sem vontade para voltar.

Conclusão

Conclusão

Hoje parei para pensar

Perdi o controle das horas

Quando vi, chegara a noite...

E ainda eu estava a vagar

Parei para ver a lua

Que não quis aparecer

Deixando-me a ver estrelas

Perambulante na rua

Só cheguei a conclusão

Que pensar não me faz bem

Depois que te vi chegando

Ébrio, cambaleando, passos sem convicção.

Pensei deixar de te amar

Não olhar mais para você

Mas, fica essa duvida cruel.

O que fazer para te esquecer?

Há uma Ponte


Há uma ponte na estrada

Uma nova ligação

Um alento, uma esperança.

Uma nova chance, quem sabe?

Uma luz de um novo amor...

Há uma ponte na estrada...

Mas, falta a coragem.

Falta energia

Falta ambição

Falta a chave

Ou, a ousadia para abrir teu coração.

Há uma ponte na estrada...

Mas há perigos também

Será que depois do abismo

Não encontrastes outro alguém?

Viagem


Entre estrelas cintilantes

Rodopio fascinada

Vestida para dançar

Embriagada pelo perfume

Fora de mim

Viajo...

Perco-me no infinito

Encontro-me no teu abraço

Suspiro

Acaricio teu rosto

Beijo tua boca

Sou feliz...

Aos poucos

O dia começa

Volta a realidade

Resgato a sobriedade

Vejo-me sem você...

Então, cumpro meu dia

Esperando o anoitecer

Para mergulhar no infinito

E me encontrar com você...