Meus beijos são seus
Como a lua é do céu
Como as ondas são do mar
Como o perfume é da flor
Como o calor é do sol...
Meus beijos são seus!
Assim como teu coração é meu...
Meus beijos são seus
Como a lua é do céu
Como as ondas são do mar
Como o perfume é da flor
Como o calor é do sol...
Meus beijos são seus!
Assim como teu coração é meu...
Para que tanta procura?
Desfaça essa amargura
Estou diante de ti!
Presta atenção
Não tire teus olhos dos meus
Atente para o pulsar do meu coração
Escute!
Meus lábios insistentes
Dizendo a todo instante
Eu te amo imensamente
Olha minha boca
Sedenta a procura da tua
Meu desejo reprimido
Em gestos de amor contido
Por que, não me presta atenção?Uma distancia infinita
Como um abismo sem fim
Muito mais que um oceano
Separa você de mim
Como o sol e a lua
Existimos um para o outro
E sem um toque
Ou beijo
Fartamos-nos deste amor...
Enchemos a casa de filhos
Esquecemos toda dor.
Aos enamorados
Traçamos felicidade
Aos sonhadores
Induzimos ao amor.
Eu cálida, não desfaço dos que amam.
Você, eloqüente anima os apaixonados.
Eu como a lua, amo pelos amantes...
Você, como o sol.
Quente
Forte
Vibrante
Fertiliza a paixão
Mas, nunca perde a razão...
Esse teu olhar
Quando passo
Segue-me os passos
Percorre meu corpo
E me cora a face...
Esse teu olhar
Que finjo que não vejo
Mas me enche de desejo
E todo dia espero
Que me espere passar...
Esse teu olhar
Que me arrepia os pelos
Quando me desnuda
Faz-me levitar
E mesmo acordada, me faz contigo sonhar.
Esse teu olhar...
Nada tenho de valor
A não ser essa flor
Que cultivei com carinho
Para enfeitar-te o caminho
Nada tenho de valor
A não ser a minha voz
E o meu velho violão
Para com ele cantar-te minha paixão
Nada tenho de valor
Que mereça ser lembrado
A não ser meu coração
Teu eterno apaixonado
Nada tenho de valor
A não ser a minha dor
Causada pela tortura
De te amar sem ser amada...
Este teu olhar
Tem um brilho tão intenso
Um mistério indecifrável
Com frases e reticências
Sânscrita como a mandala...
Tem o poder da mudança
Muda o mal sabe para o bem
Porque o amor, a paz e a alegria.
São feitas da mesma energia
Então para que odiar?
Se quando estou ao teu lado
E fito esses olhos teus
Encantada, esqueço todo o pecado.
Faço de ti meu mundo encantado
O centro do meu universo
Minha fortaleza cósmica
O dragão, meu defensor...
Acácia de primavera
Florida toda amarela
Cúmplice, testemunha
Assistiu calada o beijo
Da minha boca roubado
Pelos doces lábios teus...
No verão, acácia minha
Deixava a sombra marcada
De gotas de sol, douradas
Salpicadas pelo chão...
Veio o outono
As folhas todas caíram
Ficastes triste sem flor...
E quando o inverno chegou
Encontrou-te desfolhada
Sem flor, nem fruto, pudera!
Não chegou a primavera...
A próxima estação
Te dará nova beleza
Quanto a mim...
Quem dera?
O meu fim está escrito
Esqueci a primavera
Estéril...
Viverei para sempre
O absoluto inverno.
A minha introspecção
É coisa do coração.
Se não falo
Se me calo
É culpa dessa paixão
Amo...
Como amo
Quem amo
É segredo bem guardado
Só à lua confessado...
Me perguntam se sou louca
Pode ser, acho normal.
Penso que de poeta e louco
Todo romântico, tem um pouco.
Ou vice-versa, quem sabe?
De romântico e poeta
Todo louco tem um pouco.
São reticências
Historias na contra mão...
Giramos em torno da vida
Pólos opostos
Firme atração.
Telepatia?
Talvez...
Loucura!
Muitos dirão.
Caminhei por entre flores
Vivi em pleno jardim
Pensando que em minha vida
Somente felicidade
Existiria enfim.
Mas, a vida tem nuances
Cores fortes...
Dor letal
E bem depressa levou
O que eu pensei não ter fim.
Só a lua, piedosa
Na solidão do infinito
De vez em quando aparece...
E pela janela
Quebrando o breu do meu leito
Recobre meu corpo nu
Na palidez do seu véu.
Amanhece...
Recomeço...
Caminhando entre sombras
Do que um dia foi jardim...

A carta que eu recebi, falava um pouco de tudo.
Amor que deixou saudade.
Amor que nunca existiu...
Amor, pura fantasia!
Fetiche talvez, quem sabe?
A carta que eu recebi
Falava de muitos beijos.
Da boca nunca beijada...
Beijos doces.
Beijos suaves.
Beijos loucos e apaixonados...
Toque de mãos, arrepios.
Caricias nunca trocada...
Na carta que eu recebi, havia o tempo.
Havia a distancia.
E o medo do recomeço.
A carta que eu recebi...
Por que li?
Por que não respondi?
Fecharam-se as cortinas de chita
Do palco pobre...
Acabou-se o espetáculo
Aplaudido pela platéia nobre...
Apagaram-se as luzes
E o silencio mortal
Estendido feito um tapete
Leva-me ao camarim
Onde diante do espelho
A começar pelo cabelo
Começo a transformação
Limpo os lábios carmim
E fixo o meu olhar
Na mascara negra
Que esconde minha legitima feição...
Neste momento me perco
E pergunto quem serei?
Essa que se esconde na mascara
Ou aquela que a mascara esconde...
Debilitada
Quase sem vida
Avanço até a janela
As mãos tremulas e frias
Bebem as lágrimas amargas
ofuscantes do olhar.
Distante, embaçado, ainda vejo teu vulto...
Chamo.
A voz emudecida prefere silenciar
Teus passos já definiu teu destino
Não vale a pena gritar.
Esquece, diz minha mente.
Ame, diz o coração.
Enquanto o dilema me oprime
Você se vai sem razão
Não sabes que há mentiras...
Sempre te amei!
Nunca houve traição.
Há rumos em nossa vida
Que não devemos seguir
A não ser que se deseje
Só sofrimento e dor...
Mostrastes-me um caminho lindo!
Entre o perfume das flores
Confiei
Deixei levar-me
Não enxerguei os espinhos
Nem reparei nas pegadas, que deixei para voltar!
Veio o vento
Veio a chuva
Noite escura
Temporal...
Perdi-me de tuas mãos
Do meu caminho também
Fiquei só
Não há resgate
Recuso-me a regressar
Estou presa nas lembranças
Sem vontade para voltar.
Conclusão
Hoje parei para pensar
Perdi o controle das horas
Quando vi, chegara a noite...
E ainda eu estava a vagar
Parei para ver a lua
Que não quis aparecer
Deixando-me a ver estrelas
Perambulante na rua
Só cheguei a conclusão
Que pensar não me faz bem
Depois que te vi chegando
Ébrio, cambaleando, passos sem convicção.
Pensei deixar de te amar
Não olhar mais para você
Mas, fica essa duvida cruel.
O que fazer para te esquecer?
Uma nova ligação
Um alento, uma esperança.
Uma nova chance, quem sabe?
Uma luz de um novo amor...
Há uma ponte na estrada...
Mas, falta a coragem.
Falta energia
Falta ambição
Falta a chave
Ou, a ousadia para abrir teu coração.
Há uma ponte na estrada...
Mas há perigos também
Será que depois do abismo
Não encontrastes outro alguém?
Entre estrelas cintilantes
Rodopio fascinada
Vestida para dançar
Embriagada pelo perfume
Fora de mim
Viajo...
Perco-me no infinito
Encontro-me no teu abraço
Suspiro
Acaricio teu rosto
Beijo tua boca
Sou feliz...
Aos poucos
O dia começa
Volta a realidade
Resgato a sobriedade
Vejo-me sem você...
Então, cumpro meu dia
Esperando o anoitecer
Para mergulhar no infinito
E me encontrar com você...