Fecharam-se as cortinas de chita
Do palco pobre...
Acabou-se o espetáculo
Aplaudido pela platéia nobre...
Apagaram-se as luzes
E o silencio mortal
Estendido feito um tapete
Leva-me ao camarim
Onde diante do espelho
A começar pelo cabelo
Começo a transformação
Limpo os lábios carmim
E fixo o meu olhar
Na mascara negra
Que esconde minha legitima feição...
Neste momento me perco
E pergunto quem serei?
Essa que se esconde na mascara
Ou aquela que a mascara esconde...
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