sábado, 23 de julho de 2011

Teu nome

Esse calafrio que sinto

Quando escuto teu nome

Essa sensação que me gela a alma

Não é apenas um sonho

Esse tremor que me embarga a voz

E me deixa muda

Só pode ser amor...

Quisera eu, que fosse sonho bom

Ou, até mesmo pesadelo

Ambos seriam passageiros

Mas hoje quando ouvi certa canção

Revi teu sorriso

Que, como uma lâmina

Rasgou meu coração

E me convenceu retroceder...

domingo, 10 de julho de 2011

Teu poema


Li teu poema

Não sei por que

Mas, achei que foi para mim

Que você escrevia...

Os olhos que você descreveu

Eram exatamente da cor dos meus...

Você falou de um sorriso

Parecido com o meu

Quando o meu sorriso, ainda era só teu...

Enquanto lia

Cheguei ouvir a canção...

Aquela, que você cantava baixinho

Para conquistar meu coração.

Me vi na cena ...

De mãos dadas, lado a lado

Ou frente a frente

Rodopiando inocente

Sem medo de ser feliz...

Vou reler o teu poema

Quem sabe, algo me diz

Que eu ainda sou

O amor que você sempre quis...

Simplesmente amor

Olhei-te mais uma vez

Do portal da solidão

Vi nosso tempo passando

Num filme bem produzido

Senti o calor do teu corpo

Vi teu sorriso bonito

Tua boca me esperando

Eu louca para te beijar

Meus olhos te procurando

Você sem poder me olhar

Meus passos indo ao seu encontro

Você tentando voltar

Eu te ouço me chamando

Você não me pode escutar

Nem minhas mãos estendidas

Você poderia alcançar

Meu rosto umedecido

Você não consegue enxugar

Nem do meu imenso amor

Você poderá desfrutar

Já que esse abismo absurdo

Instalou-se entre nós dois

Separando nossas vidas

Proibindo nosso amor

Deixando essa densa nevoa

Sobre cada um de nós

Mostrando um falso sorriso

O adocicado sabor

De um vinho seco e amargo

De quem esconde a dor...

Provocação

Só para provocar-te

Foi que te fiz esperar-me

Premeditei meu atraso

Convidei-te para entrar

Queria que olhasse meus gestos

Que despertasse a atração...

Queria ver tua fronte suada

Boca entreaberta

Voz embargada, louco de excitação.

Enquanto o vestido colocava

Falsamente desculpava-me:

O atraso não foi intenção!

Discretamente te olhava

Saboreando a emoção

Voltei-me para o espelho

Lentamente soltando o cabelo

Indiretamente olhando para você...

Que com um olhar deliciosamente indecente

Percorria por meu corpo

E, em alguma curva perdia-se...

Então me fazendo de inocente

Sentei-me diante de ti

E com um gesto singelo

Deixei a saia subir...

Deslizei suavemente as mãos

Para a sandália fechar

Mas como parte do plano

Ergui meu pé pra você

E pedi: Fecha para mim?!

Sua mão forte, nada firme...

Úmida e fria

Não me foi obediente

Mas, a voz foi decidida.

Soou grave em meu ouvido.

“ Hoje, não vamos sair!”

Teu castigo

Olhando teus olhos

Sentindo teus dedos

Vi tua alma

Descobri teus segredos...

Vou aplicar-te o castigo

A tua condenação

É ficar sempre comigo...

Só hoje

Fica comigo

Esta noite não tem luar

E eu nessa solidão

Com certeza vou chorar

Prometo não pedir nada

Nem direi palavras tolas

Nem falarei da saudade

Que explode no meu peito

Quando não estás aqui

Se não queres ver meu olhar

Confessando meu amor

É só apagar a luz

Ficarei feliz só em sentir teu calor

E assim que o sol nascer

Podes seguir teu caminho

Mas, esta noite

Fica comigo

Só hoje!

Mentira

Encontrei-te outro dia

Fingindo que estava bem

Que não faço falta alguma

Que até já tem outro alguém

Que queiras me enganar

Até posso entender

Mas saiba que é impossível

Mentir assim para você

Pois sei que ante do espelho

Em tua face, vais ver

As marcas dessa saudade

E o brilho do meu olhar

Que habita nos olhos teus...

Há de sentir em tua boca

O sabor do beijo meu

E se tentando fugir

Teus lindos olhos fechares

Querendo esconder dos meus

Teu corpo e teus sentidos

Pedirão o corpo meu...

Lembra?

Lembra daquele tempo

Que nada era triste para nós?

Lembra daqueles dias

Quando a chuva caia

E nós dois feitos crianças

Corríamos ao encontro da esperança

De mãos dadas, bem felizes?

Lembra daqueles planos

Que fizemos sob a lua

Quando ficamos na rua

Sem ter chave para entrar?

Lembra daquela flor

Que colheste num jardim

E com carinho me destes

Jurando amor sem fim?

Lembra quando sorrindo

Com as lagrimas caindo

Eu respondi o meu sim?

É (defeito)?



Sei que tenho meus defeitos
Reconheço cada um
Mas nem quero ser perfeita
Conto meus erros
Mas, não me arrependo de modo algum
Sei que tenho meus defeitos
Mas, olhe só as virtudes!
Veja meu olhar insistente
Ouça a minha voz, tão quente
Quando falo com você...
Presta atenção no meu toque
Quando disfarçadamente
Esbarro em você sem querer
Escuta a melodia
Que canto todos os dias
Quando passo por você...
Se percebesse meus gestos
Veria que são planejados
Para chamar-te atenção
Poderia compreender

Que quando estou em sua frente
Não tenho nenhum pensamento
Que não seja simplesmente
De intenso desejo
De pertencer a você...

Desabafo


Quando me visto de artista

E levo-te a sonhar

Tudo tu imaginas

Menos o que eu tenho de real para te dar

Não me tens como pessoa

Vês, apenas uma mulher

A despertar os teus sonhos

A aguçar-te fantasias

Deixando-te alucinado

Querendo-me todos os dias

Quando me dispo de artista

Levo-te a decepção

Percebes que também sou gente

Que sou toda coração

Sou carente

Quero colo

Quero mesmo atenção...

Então, vejo-te partindo

Deixando, só solidão

Para voltar simplesmente

Quando eu vestir-me de novo

E o ato for somente

Para você, pleno gozo.