Só para provocar-te
Foi que te fiz esperar-me
Premeditei meu atraso
Convidei-te para entrar
Queria que olhasse meus gestos
Que despertasse a atração...
Queria ver tua fronte suada
Boca entreaberta
Voz embargada, louco de excitação.
Enquanto o vestido colocava
Falsamente desculpava-me:
O atraso não foi intenção!
Discretamente te olhava
Saboreando a emoção
Voltei-me para o espelho
Lentamente soltando o cabelo
Indiretamente olhando para você...
Que com um olhar deliciosamente indecente
Percorria por meu corpo
E, em alguma curva perdia-se...
Então me fazendo de inocente
Sentei-me diante de ti
E com um gesto singelo
Deixei a saia subir...
Deslizei suavemente as mãos
Para a sandália fechar
Mas como parte do plano
Ergui meu pé pra você
E pedi: Fecha para mim?!
Sua mão forte, nada firme...
Úmida e fria
Não me foi obediente
Mas, a voz foi decidida.
Soou grave em meu ouvido.
“ Hoje, não vamos sair!”
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